Sedativo medicamentos

Problema de Erecao Tem Cura

2020.07.04 20:17 Eliseu30 Problema de Erecao Tem Cura

Problema de Erecao Tem Cura
Sera que problema de ereção tem cura? Neste artigo você vai saber que tem sim basta conhecer o método de tratamento certo.
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Para muitos homens com esse problema de ereção, isso acaba se tornando um pesadelo por dificultar uma relação perfeita com a mulher.
Por esse motivo se deve buscar um tratamento o mas rápido possível para evitar um quadro mas grave como uma depressão.
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Será Mesmo Que o Problema de Ereção Tem Cura? Sintomas Principais

Os sintomas da disfunção erétil incluem:
*Ser capaz de ter uma ereção às vezes, mas não toda vez que você quer fazer sexo*Ser capaz de ter uma ereção, mas não durar o suficiente para sexo*Ser incapaz de obter uma ereção a qualquer momento*ED é muitas vezes um sintoma de outro problema de saúde ou fator relacionado à saúde.
Um homem com problemas para dormir.A disfunção erétil (DE) é freqüentemente um sintoma de outro problema de saúde.O que causa a disfunção erétil?
Muitos fatores diferentes que afetam seu sistema vascular , Sistema nervoso e sistema endócrino pode causar ou contribuir para ED.
Embora você esteja mais propenso a desenvolver disfunção erétil à medida que envelhece, o envelhecimento não causa disfunção erétil. ED pode ser tratado em qualquer idade.
Certas doenças e condiçõesAs seguintes doenças e condições podem levar ao DE:
Diabetes tipo 2doença cardíaca e dos vasos sanguíneosaterosclerosepressão altadoença renal crônicaesclerose múltiplaDoença de peyronielesão de tratamentos para câncer de próstata , incluindo radioterapia e cirurgia de próstatalesão no pênis, na medula espinhal, na próstata , na bexiga ou na pélviscirurgia para câncer de bexigaHomens que têm diabetes são duas a três vezes mais propensos a desenvolver ED do que os homens que não têm diabetes. Leia mais sobre diabetes e problemas sexuais e urológicos.
Tomar certos medicamentosED pode ser um efeito colateral de muitos medicamentos comuns, como
medicamentos para pressão arterialantiandrogênicos — medicamentos usados ​​para terapia do câncer de próstataantidepressivostranqüilizantes ou sedativos prescritos — remédios que deixam você mais calmo ou sonolentoinibidores de apetite, ou remédios que deixam você com menos fomemedicamentos para úlceraVeja uma lista de medicamentos específicos que podem causar ED.

Como Curar Naturalmente a Disfunção Erétil?

Sim existe cura para o problema de ereção, agora você pode aplicar uma método simples em casa que vai te ajudar acabar de uma vez por todas com essa impotência sexual.
Gostaria saber mais sobre esse método?

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2020.06.18 03:57 duncle Meu breve relato sobre a situação dos hospitais aqui em SP

Só queria compartilhar um pequeno relato para que saibam da real situação dos hospitais em São Paulo.
Tenho uma pessoa muito próxima que trabalha no setor de compra de um dos maiores hospitais do Vale do Paraíba, ela me disse que já está em falta no mercado os sedativos utilizados para entubar as pessoas com coronavírus, antes estava realmente escasso, mas agora está esgotado, nenhum fornecedor tem o produto para vender, a direção do hospital está em polvorosa, estão tendo que improvisar outros remédios para entubar as pessoas.
Acredito que logo outros remédios poderão faltar, mas sedativos realmente não há mais como comprar. Engraçado que essa situação já era prevista e pelo menos aqui na região ela já chegou, logo mais lugares estarão assim e talvez com outros remédios também.
Edit: só para evitar jogar algo aqui sem fonte, só estou deixando um relato de alguém que está dentro do sistema, mas já há matérias sobre isso:
https://www1.folha.uol.com.bcotidiano/2020/06/entidades-alertam-para-falta-de-medicamentos-de-sedacao-em-hospitais.shtml
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2020.04.12 22:56 Pomiwl Ninguém Precisa Saber Capítulo 3

III. O PRIMEIRO PASSO ANTES DA MORTE
Correram entre a grama perfumada pelo orvalho. Suas botas pesavam e afundavam no barro. Suas canelas mergulhavam-se em lodo. Sentiam cada gota de água escorrer de suas costas ao chão. Se aproximavam da casa do outro lado. Já não enxergavam mais a família de patos que ajudaram mais cedo. Agora, já podiam analisar de mais perto; as memórias surgiram na cabeça de Diana como um flash. Tentava lembrar-se do nome do homem que ali vivia. Era um amigo da família, mas não os viam com frequência. Lembrou-se de um verão passado, onde foram acampar naquele mesmo lugar, e suas feições confortantes brotavam à sua mente. Senhor simpático; vivia sozinho com seu cachorro. O ritmo de seus passos diminuiu. Apoiou-se em uma das paredes com sua mão — sentia como se seu coração a qualquer instante saltaria por sua boca. Sua respiração tornava-se mais leve. Não acreditava que esteve tão próxima da praga. Era realmente aquilo que tanto comentavam; e não poderia ser menos do que especulava-se. Olhando sobre os ombros, podia enxergar uma mancha cinza aceleradamente tomar conta da clareira. Sentiu os pelos do braço se arrepiarem. Levou a mão à porta de madeira e bateu levemente, ansiosa por uma resposta. Não demorou muito até que pudesse ouvir passos vindos de dentro. Aliviou-se ao ver o rosto do homem pela primeira vez em tanto tempo, e no momento em que seus olhos se encontraram e percebeu um sorriso surgir-se no rosto do senhor, lembrou de seu nome: August Moore. — Ora! Que surpresa agradável. Entre, entre, Diana. — impressionou-se com o fato de ter lembrado seu nome. Os cabelos grisalhos limitavam-se ao topo de sua cabeça, enrugada e parcialmente corada pela exposição ao sol. As mãos, cobertas por uma grossa luva de couro preto, ainda apoiavam-se na porta. O suéter cafona cobria uma grande barriga, apertada por um cinto à altura do umbigo.
Depois de um refrescante banho, Diana, ainda com seu cabelo molhado, sentou-se ao empoeirado sofá de Moore, bebericando uma xícara de chocolate quente que parecia aquecer seu corpo internamente. Khan também já estava limpo, com seus pelos completamente estufados — ele não parecia aguentar mais aquela massa de lama grudada ao seu corpo. — Então, não sabe onde seus pais estão... — levou o dedo dobrado à boca para limpar o resto da bebida. — eu realmente sinto muito. Queria poder te abrigar por mais tempo... mas esta desgraça já chegou. Referia-se ao vírus de forma desgostosa, largando a xícara sobre a mesa de chá balançando rapidamente a cabeça de um lado ao outro. — Sim. Deve mesmo ser difícil para alguém que sobrevive do plantio, como você. Inclusive, antes de tudo, gostaria de lhe agradecer. Estou perambulando por aí há dias. Mal posso descrever o alívio que foi ao ver sua cabana do outro lado do lago. — Não há de quê, minha filha. Tudo para ajudar uma das netas de Colress. Mas o que uma criança como você está fazendo por aí com um surto desses? — ela incomodou-se levemente com o uso da palavra “criança”. Para o que já tinha passado até então, não era mais uma criança. A citação do nome de seu avô, no entanto, a confortou. — Eu cometi um erro. Pouco antes do início de todo esse surto, não sei se soube, meu irmão desapareceu. — tentava não transparecer o remorso ao falar sobre aquilo. — Ele simplesmente não voltou para casa naquele dia. — Sinto muito em ouvir isso, minha filha. Só Deus sabe o quão boa aquela criança era. — tentava não reparar no quanto estava sendo insensível ao referir-se a Max como um caso perfeito. Ele não “era” uma boa criança. Ele É uma boa criança. Ajeitou-se no sofá, constantemente posicionando seu cabelo sobre a orelha. Khan, ao seu lado, observava com um único olho aberto o cachorro de Moore, Darius, que não se incomodava de dividir um espaço no divã. A luz da lareira aquecia sua pele e o som da lenha crepitando fundia-se à chuva que surrava a janela, coberta por cortinas com um reconfortante tom avermelhado. — Foi quando tudo começou a dar errado. Logo quando os primeiros casos apareciam na capital, a polícia arquivou a investigação sem mais nem menos, e ninguém pareceu ligar. Isso foi o que mais me perturbou. Até meus pais pareciam despreocupados demais com tudo aquilo. — evitou cruzar os olhares com Moore, que tomou um último gole de seu chá. — Deixe-me adivinhar... você, insatisfeita, decidiu fazer justiça com as próprias mãos? — repousou a xícara sobre o pires, provocando um agudo ruído quando as porcelanas se tocaram. Diana nada fez além de concordar, movendo a cabeça de cima para baixo. — Eu tava saindo da escola quando o sinal da evacuação começou a ser acionado. Não foi difícil me esconder em um beco qualquer com toda aquela multidão. Estava inconformada. Eu sabia que ia achar ele, tinha certeza, e eu sei, senhor Moore, que Max está vivo. — seu corpo elevou-se do sofá ao ritmo de sua voz, crescente conforme as lembranças vinham à tona. — E, desde então, não vi mais meus pais. E ainda não encontrei meu irmão. E, toda noite, antes de dormir numa barraca roubada de uma loja qualquer, eu me pergunto se fiz a decisão certa. Repousou de volta ao sofá. A testa suava como o estresse que liberava pelo peso das suas palavras. Moore nada vez além de rir e cobrir sua boca com os dedos. — Decisões são complicadas, não? Mas acho que o principal porquê de nos arrependermos tanto é não saber o que aconteceria se fizéssemos a outra escolha. Não minto que sua decisão pode ter parecido um pouco impulsiva, mas e se você realmente tivesse ido juntamente com seus pais? Será que um dia realmente encontraria seu irmão? Eles estão tão perdidos quanto você, e provavelmente se perguntando o mesmo. — ele respondeu com uma grandiosa segurança. A fez acreditar que não haviam decisões erradas. Nós fazemos nosso próprio destino, e nunca seríamos glorificados com o poder de enxergar além de seus erros, a ponto de ao menos ter a chance de considerá-los erros. Ela fitou a xícara cheia do chocolate quente. Sua mão tremia levemente; adrenalina. — Mas e você? — ela ao menos esperou uma reação por parte do senhor. — O que você teria feito? — Sabe... esse é o desafio da sociedade. A dificuldade de ser empático. Não posso julgar o que teria feito na sua situação, porque nunca passei e nunca passarei por cada simples detalhe que te levou a resistir aos chamados de evacuação. Todos vivem dizendo para nos colocarmos no lugar dos outros, mas cada um tem uma percepção diferente de tudo. Se eu me colocasse no seu lugar, pode ser que minha vivência tivesse me levado à outro destino. Mas será que isso realmente importa? Ela refletiu. Moore era sábio. Era o tipo de pessoa que, para cara pequeno pensamento, tinha grandes palavras — mas a forma que falava só a intrigava cada vez mais. Era como se deixasse um espaço para suas próprias relações. Ela o admirava por isso. Não disseram uma única palavra até o mútuo “boa noite”. Ele ainda mantinha as longas luvas de couro negro cobrindo as mãos. Diana foi à frente, dando as costas à sala e seguindo pelo corredor, até que ouviu Moore dizer algo pela suas costas. — Espere. — ela virou-se para ele, parando seu passo de supetão. Seu silêncio repentino traduzia como um “o quê?”. — Eu teria feito o mesmo que você fez. Ela sorriu de imediato. Ele retribuiu. Aquilo a tranquilizou — se Moore, que provou-se sábio, concordou com sua atitude, então ela podia não estar tão errada quanto achava que estava. Até o quarto de hóspedes, manteve os dentes à mostra. Os lábios secos, o gosto do chocolate ainda na boca. Moore, no entanto, não foi ao seu quarto. Deitada, registrou no diário toda a conversa que teve com o homem. Khan já dormia sobre sua barriga, ronronando levemente até que apagasse a luz do abajur empoeirado sobre a mesa de cabeceira. Pegou o gato e o ajeitou ao seu lado, levantando-se para servir alguma água para si. Com passos leves sobre o assoalho, dirigiu-se pelo corredor até a cozinha. A porta do quarto de Moore estava fechada, mas ali estava ele, de pé apoiado ao balcão. Um estranho sorriso aberto. Os olhos estavam vazios. Não se mostrou em momento algum, apoiando-se na parede do corredor. Ouviu o barulho da gaveta a abrir e, em seguida, de metal batendo contra o granito, quase como um talher caindo sobre o prato de porcelana. Aquilo não lhe parecia comum. Espiava de vez em quando para saber o que o homem fazia, e arrepiou-se ao ver com o que mexia. Tateava um cutelo; a lâmina quase que com o tamanho de sua cabeça. Pela primeira vez, a visão de suas mãos, descobertas pelas pesadas luvas, a assombrou; estavam lívidas. Brancas como o rosto de um cadáver. A pele em putrefação. Arrastava os dedos contra a lâmina, abrindo buracos ao longo das mãos, mas não tinha qualquer reação de dor. O sangue vazava preto e secava rapidamente contra a pele, como uma pedra. As gotas, de tão pesadas, podiam ser ouvidas surrando o assoalho como a chuva caía sobre as janelas, cobertas por cortinas. Ela não sabia o que estava acontecendo, mas não gostava daquilo. Continuou esfaqueando a própria mão, esbanjando os dentes atrofiados. Pelo nariz, começavam a escorrer gotas de sangue que petrificavam-se imediatamente. As manchas cinzentas das mãos agora já haviam alcançado seus ombros. Era a praga. O coração de Diana quase escapou de seu peito, debatendo-se contra o chão. Fechava os olhos e só podia enxergar aquela mesma cena, como se as mãos ensanguentadas por um elixir de carvão penetrassem sua mente. Ficou tonta, mas não podia ser vista. A praga era ainda pior do que imaginava. Podia ver as veias ao longo de seu braço contra a pele fina, todas negras. Entrou em estado de negação. Forçou o corpo contra as tábuas da parede, sacudindo o rosto e gritando para si mesma. Como tudo de ruim poderia acontecer tão de repente com ela? Há dois minutos, estavam juntos servindo-se de bebidas quentes e conversando sobre suas decisões. “Eu teria feito o mesmo que você fez” soava em sua cabeça ao tempo todo, emergindo na poça de sangue negro que formava-se no chão. Ela não podia o ajudar. Ninguém podia. O único que conseguia fazer era engolir seus soluços de desespero. O cutelo já estava desgastado de ser batido contra os ossos do senhor, atravessando seus músculos em uma chuva de escuridão. Por que ele estava fazendo aquilo? Foi quando lembrou-se de algumas palavras que ouviu do rádio em sua casa, no dia anterior à sua fuga de Lyrion. “...Os principais sintomas já identificados são a presença de manchas pretas na pele e comportamento agressivo e, pouco depois, o indivíduo morre.“ Era isso. Moore estava prestes a matá-la. Em que momento a praga tomou conta de sua lucidez? O vírus já havia dominado seu corpo durante a conversa dos dois? Ela devia seguir os conselhos de uma marionete mortal, ou aquelas foram as últimas palavras de Moore antes de ceder sua mente à alucinação total? O conceito de sua lucidez já havia embaralhado-se na sua cabeça. Ela não queria acreditar que Moore havia sido corrompido completamente, a ponto de afetar sua própria mente e o transformado num psicopata. Foi quando percebeu que a sorte não estava ao seu favor. Era o primeiro lugar em que Diana finalmente se sentiu segura. O que mais a preocupava não era simplesmente que o homem iria tentar os assassinar — mas sim, que ele morreria em pouco tempo. Era apenas um senhor, ele não poderia fazer muito contra a jovem e ativa Diana. Ela sabia que aquele não era o Moore que ela conhecia, ele havia sido corrompido, não era sua culpa. Mas, sem escolhas, ela teria de fugir — novamente. Sentiu a adrenalina no seu sangue, como um sedativo para seu medo. Parou de martelar a faca contra si mesmo e partiu ao corredor, erguendo a lâmina que brilhava à luz da lareira, como um presente de despedida do mundo. Contornou o caminho do balcão. Ele havia a encontrado. Sabia que aconteceria uma hora ou outra. Parou seus passos pesados no instante em que viu a jovem encolhida, mostrando apenas um dos olhos contra os braços. Estava ainda pior de perto. O sangue vazava pela ponta de seus dedos em um gotejar periódico de desespero. O líquido percorria seu caminho desde o alto do antebraço, formando um rio de carvão até a palma das mãos, onde encontravam os ferimentos feitos por si mesmo. Os olhos estavam completamente brancos e vazios, como se estivesse cego. Os dentes estavam manchados pela lágrima escarlate. Por um instante, pareceu tomar um gole de sua sanidade, forçando-se numa batalha interna contra a doença para pronunciar alguns balbucios, quase que inaudíveis: “Corra.” E tomou de volta a sede de sangue. Já não havia mais “Moore”. Era apenas o escravo, uma carcaça vazia, que não partiria de seu corpo até que tirasse outra vida que não a própria, usando as mãos sujas de alguém que soava tão puro. A visão era de um filme de terror. Achava que estaria pronta quando cruzasse contra um dos dominados durante sua jornada, mas não estava. O desespero não era forte para mantê-la de pé, ao menos o suficiente para fugir. Retomou os passos. Podia senti-los dentro de sua cabeça, como se sapateassem em seu cérebro e sugavam sua vitalidade — a mesma que contava para conseguir sair dali o mais rápido que pudesse. As costas apoiadas no chão, encarando o senhor que parecia bem maior e amedrontador com sangue ao invés de café manchando seus lábios. Estava prestes a vomitar — a comida revirava-se no estômago. A primeira facada que disferiu erroneamente contra seu corpo cortou a tensão do ar, como se estivesse cego pela sua própria alma. No fundo de seus globos oculares, enxergou um pedido de ajuda. — S-Senhor Moore, me escute... eu sei que você está em algum lugar aí dentro... — engasgou-se com as palavras, poucas eram para descrever o que sentia. Não sabia o porquê de achar que aquilo funcionaria. — Por favor, acorde. Você não precisa fazer isso. Você é mais forte que a praga. Por favor... Os sentimentos atropelavam-se em uma mescla de medo, desespero, horror e tristeza. Por onde saía o sangue em Moore, em Diana, saíam lágrimas. A marionete não reagiu às súplicas e guinchos da garota, avançando contra seu corpo prensado ao chão como um zumbi. Pensou em fugir. A janela de seu quarto era alta demais; mesmo sem tentasse correr, não daria tempo de escalar. A porta de saída estava logo atrás de Moore, e o corredor estreito não colaborava em facilitar sua passagem rápida. Parecia que tudo estava planejado para que ela fosse atacada. Estava presa em um ciclo de seguidos calafrios; a respiração ofegante se tornava cada vez mais rápida, assim como o palpitar de seu coração. Dizem que, quando você está prestes a morrer, pode enxergar toda a sua vida passando pela frente de seus olhos, como um presente de despedida do destino, para compensar o seu mergulho ao desconhecido. Isso não aconteceu com Diana. Talvez como um prelúdio do que viria a seguir. Do contrário, passou pelos seus olhos uma visão abençoada. A visão de como teria sido sua vida com Max, e sem a praga. Uma troca equivalente; pelo menos para a balança de sua moral. Fechou os olhos por um instante e, no momento seguinte, pôde sentir o calor da lareira de casa acesa. Na televisão, assistiam desenhos animados juntos e comiam marshmallows, enquanto seus pais cozinhavam juntos na cozinha. Sentiu as lágrimas do rosto secarem junto com a brisa refrescante que vinha da janela. Olhou para o lado. Max sorriu para ela. Ela sorriu de volta. Como um balde d’água fria, a realidade trouxe Diana de volta do seu labirinto de devaneios. Não havia mais Moore. Ele já havia morrido há tempo; apenas seu corpo sobrevivia. E, agora, ele também era consumido. Eram apenas os dois. Ela, e a personificação daquilo que tirara toda a possibilidade de não viver em um futuro incerto, em que acordava todos os dias sem saber se haveria comida no dia seguinte; ou se ao menos sobreviveria até lá. Aquilo não podia acabar. Já tinha ido longe demais, mas não o suficiente. E não pararia de lutar pelo seu objetivo até que se visualizasse ali novamente; em um lugar que poderia chamar de lar, sem o medo de ter perdido tudo que construiu no dia seguinte. Era sua chance de mostrar que Diana Evolwood era mais do que uma garota da cidade com uma decisão estúpida e um desejo irreal. Diana Evolwood era bem mais do que a própria sabia. E só poderia fazer isso empunhando uma faca em mãos e expondo-se ao perigo de um confronto, ou sucumbindo em uma eterna ilusão que nunca se concretizaria se não quisesse lutar. O mundo já não era mais o mesmo. Mas não sabia se conhecia o mundo o suficiente para afirmar isso. Levantou-se. As mãos raladas e trêmulas, mas com uma missão. Só precisava achar uma forma de ir até a cozinha e ser rápida o suficiente para achar uma faca. Podia tentar fugir, mas isso não seria honrar todo o caminho que percorreu até aquele momento. De fato, era como se tudo aquilo houvesse sido armado para que fosse atacada; mas, como um sinal do universo para não parar por aí, porque ainda tinha uma lição para mostrar ao mundo e provar seu valor. E não faria isso abrindo aquela porta e correndo para um lugar longe o bastante para que não pudesse ser vista. Dentes cerrados, bem como os punhos. Franziu o cenho e tentou concentrar-se em seu objetivo. A missão era passar pela marionete — não conseguia imaginar “aquilo” ainda como Moore — e arranjar algo afiado o suficiente para fazer com que os ferimentos auto-infringidos por ele parecessem brincadeira de criança. Talvez isso fosse outro ponto a analisar antes de uma investida — ele já não sentia mais dor por conta da adrenalina. Diversos cortes no braço não foram páreos para detê-lo. Se ela, que nunca havia utilizado uma faca para ferir alguém conseguisse ao menos alcançar a cozinha, já estaria de grandessíssimo tamanho. Mas ela não tinha a noite toda. A marionete carregou a mínima força qua ainda potencializava no fundo do organismo do homem, como um parasita, e a desferiu lateralmente contra a garota. Sentiu a lâmina percorrendo o caminho de sua garganta, como se cortasse uma folha de papel; a prova que, mesmo com um ataque errôneo, podia sentir cada músculo de seu corpo em negação à estúpida decisão que havia feito. O vento provocado pelo movimento rápido a deu calafrios, selando o espaço entre seu queixo e seu pescoço com um ataque decisivo e, por pouco, não certeiro. Não era o suficiente para fazê-la desistir. Um passo atrás do outro, alcançou a porta do quarto de hóspedes, onde Khan ainda repousava, como se esperasse seu carinho na nuca habitual antes de dormir. Ingênuo animal. Sua pata repousava sobre o seu caderno; a caneta largada sobre o couro. Se não poderia alcançar a cozinha e arranjar uma faca, talvez uma caneta desse conta. Esticou seu corpo contra a cama, caçando o objeto com as mãos, sem tirar os olhos de Moore. Khan espiou até onde o limite de sua visão alcançava: não o suficiente para notar que estavam em perigo. Finalmente, catou o objeto, a ponta ainda vazando tinta preta, que mal se distinguiria de todo o líquido que vazou de seu corpo. Retomou a posição no confronto. Moore aproximava-se, exibindo seus dentes, sorridente como uma criança num parque de diversões. O cutilo jazia sobre a mão direita; era a mesma posição de ataque das últimas duas vezes. Às vezes, uma qualidade pode ser bem mais útil do que uma faca. Duas facadas errôneas foram o suficiente para notar um padrão, que não faria sentido de alterar-se num terceiro golpe. Erguia a lâmina no ar, mais ou menos na altura do nariz, e atacava de cima para baixo, da direita para a esquerda, de forma que um acerto no pescoço seria suficiente para tirar a vida do oponente. Não era uma doença estúpida. Esperou o momento certo. Viu o homem erguer o cutilo ao ar, a mão mole como a de um defunto; era como se tivesse encontrado uma ruptura — uma brecha — entre seus já previsíveis ataques. O corredor estreito acabou ajudando-a em algo, restringindo o espaço de movimento de Moore e facilitando que desviasse sob seu braço, pronto para desferir um ataque mortal. Mortal seria se Diana estivesse no mesmo lugar em que estava há algumas frações de segundo. Como um esgrimista, pôs-se de pé, à altura da nuca do homem. Esticou seu braço sobre seu ombro e, sem um alvo específico, forçou a caneta em sua própria direção, cravando-a na cavidade ocular de Moore. Ele pôde ao menos não ter sentido dor, mas a força e o ódio com o qual forçou o objeto contra seu olho direito foram o suficiente para levá-lo ao chão por um instante, o cutilo lançado pelo assoalho, deslizando pelas tábuas até o fim do corredor. Finalmente pôde ver o estrago que havia feito. A caneta, ainda presa, estava coberta daquele sangue putrificado; o resto de seu rosto, dividido pelo nariz, tornou-se uma piscina de lágrimas ácidas, pus e uma chuva escarlate, como um chafariz. Ele não manifestou qualquer expressão. Ela, um sorrisinho de canto de boca. Mas não era como se houvesse acabado. E soube perfeitamente disso quando ouviu grunhidos próximos à sua perna e uma dor aguda na panturrilha. Era Darius, o cão — os dentes afiados contra sua pele, atravessando o tecido de sua meia-calça, já completamente rasgada. Quase não sentiu o desconforto até ver seu próprio sangue espalhando-se pelo seu focinho e face, tingindo seus pelos de um tom escarlate. Recuou, tropeçando entre seus próprios passos. Já havia voltado ao seu pequeno e intocável casulo de inquietação e desespero, abraçando as canelas, como se aceitasse seu destino. O cão não desgrudou até que o empurrasse — ainda se preocupava em o machucar o mínimo que podia. Não era culpa dele. Ela havia acabado de cravar uma caneta na porra do olho do melhor amigo dele. Ele só estava sendo leal. Não merecia o maltrato. Afastou-o com chutes contra o assoalho, provocando um incômodo barulho que foi o suficiente para que o animal recuasse e aninhasse entre os braços do dono. Suas patas cobriam-se do sangue negro. Moore levantou-se, a caneta ainda presa ao seu corpo, como se fosse apenas um acessório. Darius rapidamente lambeu suas pernas ensanguentadas, abandando o rabo de um lado para o outro, agradecendo por seu amigo ainda estar “vivo”. Moore chutou-o na costela, jogando-o contra a parede. O animal chorou, mal conseguindo andar. Diana encheu-se de rancor. O ódio que corria em suas veias transformou-se em uma rápida hiperventilação. Gritou o mais alto que pôde. Tentou confortar o animal, que ainda tirou forças para morder sua mão e correr na direção contrária, até a cozinha, driblando a marionete. Ela não pegaria o cutilo; estava coberto de sangue. A chance de acabar se contaminando era grande — talvez aquilo fosse uma estratégia exatamente para isso. Agora, já não tinha mais sua caneta, sua panturrilha não a permitia correr e aquilo que poderia ser sua única saída foi uma armadilha. Não conseguiria sair viva dali sem uma ajuda que fosse. Moore começou a caminhar a caminho da garota, que tinha suas mãos cheias do próprio sangue, tentando estancar desesperadamente seu ferimento. Soluçou em seu canto. O universo tinha dado-lhe uma chance. E ela a desperdiçou tentando provar que poderia lutar por si só. Acima de tudo, sentiu-se incapaz; havia falhado. E Max, em algum canto do mundo, estaria chorando, pedindo por ajuda — isso se ainda estivesse vivo. Qual era a chance de um dia reencontrar sua família? Realmente acreditava que conseguiria sobreviver e ir longe o suficiente para salvar seu irmão? Uma garota da cidade que tinha a vida perfeita; pais que se preocupavam e um irmão atencioso. E agora, seria apenas mais um número para as vítimas da chacina da praga. Podia imaginar seu corpo coberto das manchas pretas que vira no momento em que Moore tirou suas luvas. Tudo aconteceu rápido demais. Sentiu seu corpo sendo coberto pela sombra do corpo da marionete. Esperou o momento. Enganou-se com o pensamento de que não temia a morte. — Senhor Moore... você também? Ouviu o ruído da porta de madeira úmida se abrir com um rangido, a maçaneta se chocando contra a parede. Uma voz desconhecida. Seu coração bateu mais rápido e, por algum motivo, aquilo chamara a atenção do homem, que virou a cabeça em um instante, sem mover o corpo. Eram dois garotos; um maior, empunhando uma espingarda que parecia levemente mais pesada do que aguentava. Ao lado, outro, que aparentava ter a mesma idade de Diana, segurando um estilingue. Aquela estava longe de ser a última visão que a garota teria antes de morrer, e soube disso quando escutou o estampido do disparo e Moore caindo sobre seus joelhos. Em sua testa, um buraco que permitia a visão de seu cérebro negro. Sangue voou contra seu rosto. Estava paralisada, quase como se tivesse se tornado pedra. A boca aberta, os dentes de chocando com a mandíbula trêmula. Ela arrancou a caneta de seu olho direito, ensopada de sangue. O homem ousou levantar seu braço mais uma vez, mas sucumbiu aos braços da morte quando, em um golpe final, Diana cravou a caneta de volta em seu coração. Sentiu o interior de seu corpo retorcendo e desinflando como uma bexiga. Estava viva. E acabara de matar um homem. — Você está bem?! — disse o mais novo, correndo em sua direção, fazendo o assoalho se retorcer a medida de seus passos. — S-Sim... — ela respondeu. Não havia entendido o que acabara de acontecer. Para ela, a qualquer instante, acordaria de um transe em que ainda estaria sentada naquele sofá, agora coberto de sangue. Ele estendeu a mão para ajudá-la a se levantar, notando sua dificuldade e a marca dos dentes de Darius em sua perna. — Puxa, a coisa tá feia. Vamos te ajudar, não se preocupe. Só precisamos que aguente até que cheguemos à nossa vila... não é muito longe daqui. — sua tentativa de fazê-la manter a calma funcionou. Não se preocupava mais. Olhou no fundo de seus olhos, que lembraram a lua cheia que brilhava do lado de fora das janelas cobertas pelo líquido negro que vazara do corpo do senhor. — Eu sou Bruce. E meu irmão mais velho é o David. Precisa confiar na gente. — ele sorriu, levando a cabeça de cima a baixo rapidamente. — Você é...? — Diana. Diana Evolwood. Vim de Lyrion... — Lyrion? Caramba. Você vem de longe. — o nome da cidade chamou a atenção de David, que olhou de relance enquanto examinava o corpo jogado em meio ao corredor estreito. — O que você veio fazer nesse fim de mundo? E, principalmente, no meio do surto? É perigoso. Onde está a sua família? Ela não respondeu. Seu silêncio bastou para que ambos compreendessem o que havia acontecido. — Certo. Diana, não? Não quero te preocupar, mas se não cuidarmos de seu machucado, você pode adoecer. Venha conosco até Mouneet Town. Há comida e medicamentos. — Muito obrigada... mesmo. Se não fosse por vocês, eu estaria morta. — suas palavras pesaram. Seus soluços começaram a transformar-se em lágrimas. — Tudo aconteceu tão rápido... há alguns minutos, estávamos ali, sentados naquele sofá, e de repente ele ficou louco e tentou me matar, e... — Não precisa agradecer. Nós nos oferecemos à comunidade em que vivemos para fazermos pequenas rondas durante a noite. Seu grito nos chamou a atenção... — Foi só uma pena que o Senhor Moore tenha sido contaminado. Era um bom homem. — continuou David. — Você pode nos explicar melhor o que aconteceu no caminho. Levantaram-a, apoiando seus braços nos ombros dos garotos. Darius não se moveu, chorando sobre o corpo de seu dono. Khan correu ao encontro dos rapazes, dando de cara com as paredes ensanguentadas e Diana machucada. — Khan... que bom que está bem... Seus olhos começaram a fechar lentamente. Sua voz atrofiou-se e seus batimentos cardíacos tornaram-se menos recorrentes. — Diana, você está bem?! — Deve ter desmaiado. Já passou por coisas ruins demais em apenas uma noite. Ela deve ter um bom motivo para ter vindo de tão longe para cá. — David pareceu mais calmo, acostumado com situações de tensão como aquela. — Eu posso carregá-la. Pegue seus pertences e leve seu gato. Se ela sobreviveu tempo o suficiente sozinha com um dos dominados, usando apenas uma caneta como arma, então ela aguenta um machucado na panturrilha. Posso dizer que ela é forte. Bruce sorriu, indo em direção ao quarto de hóspedes e levando apenas seu diário — foi o que encontrou. — David! Olha o que eu achei! Um diário... talvez pudéssemos entender o que aconteceu se déssemos uma olhada. — Não, Bruce. Invadir a privacidade de pessoas não é legal. Podemos perguntá-la amanhã, quando já estiver melhor, e só saberemos do que precisamos saber. — Tá bom... — ele fechou a cara, mas compreendeu. — Vamos. Banharam-se à luz do luar, todos em uma fila. E, desde o momento em que trocaram a primeira palavra, Diana soube que tudo estaria bem na manhã seguinte. Não era um sonho. Mas também já não sabia mais se era um pesadelo.
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2019.11.19 21:29 petitpapillonbebe Cama compartilhada: coisas para pensar

Cama compartilhada: coisas para pensar
A cama compartilhada está associada a um risco aumentado de morte súbita inesperada na infância, incluindo a síndrome da morte súbita do lactente e acidentes fatais do sono em algumas circunstâncias. Mas há muitas razões pelas quais os pais optam por ter seus bebês na cama com eles.
Por exemplo, muitos pais que dormem com seus bebês acreditam que isso ajuda seus bebês a se sentirem seguros. Eles gostam do contato corporal próximo, sentem que é gratificante e acreditam que é bom para o relacionamento deles com os bebês.
Além disso, alguns pais dormem porque acham mais prático. Amamentar e reinstalar durante a noite pode ser mais fácil. Os pais também acham que isso ajuda no sucesso da amamentação.

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O que dizem os especialistas

Os especialistas em segurança do sono infantil recomendam que seu bebê durma em um berço ao lado da cama durante os primeiros 6 a 12 meses. Uma opção interessante é o berço portátil, que além de ser totalmente retrátil e não ocupar muito espaço fica ao lado da cama dos pais e fornece uma superfície separada para dormir, mas mantém o bebê próximo para amamentar. Ambas as opções reduzem o risco de SUDI, incluindo SMSI e acidentes fatais de sono para seu bebê.

Quando a cama compartilhada é um problema

· você ou seu parceiro é fumante
· você ou seu parceiro usa drogas, álcool ou qualquer tipo de medicamento sedativo que cause sono pesado
· seu bebê tem menos de três meses ou era prematuro ou menor que a maioria dos bebês quando nasceu.

Dicas para que o bebê tenha um sono seguro

· Coloque seu bebê de costas para dormir (nunca de barriga para cima ou de lado).
· Verifique se a cabeça do seu bebê está descoberta durante o sono.
· Use cobertores leves, não colchas pesadas. Você pode usar um saco de dormir infantil.
· Mantenha o ambiente do sono livre de fumo.
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2019.08.14 00:42 seubell77 5 Truques para controlar a ansiedade (SIMPLES E EFICIENTES)

Compartilhe este vídeo: https://youtu.be/S3CBULFhqRo Alguma vez você já passou por aquela palpitação fora de contexto? Já sentiu calafrios mesmo em temperaturas altas? Tem dificuldade de lidar com sentimentos? Passa por momentos de falta de ar ou respiração ofegante? Se você respondeu sim para a maioria dessas perguntas, saiba que a ansiedade e a depressão estão destruindo histórias e esses são alguns sinais que o corpo manda quando algo está tirando sua tranquilidade. A ansiedade é um sentimento inerente ao ser humano, um sofrimento por antecipação, uma angústia que limita suas ações, um estado caracterizado por medo, apreensão, mal-estar, desconforto, estranheza do ambiente ou de si mesmo e a sensação de que algo desagradável está para acontecer. Para controlar a ansiedade, é preciso encontrar a raiz do problema. Investigar os reais motivos que estão impedindo você de pregar os olhos à noite e aproveitar a vida com menos aflição, mas pode não ser tarefa fácil, e em alguns casos é fundamental procurar ajuda de um profissional. Mas ainda assim, dá para adotar algumas dicas para tornar a rotina mais tranquila. Além dos medicamentos convencionais, existem algumas alternativas naturais que podem nos ajudar a controlar a ansiedade. Então, aproveite para conferir cada uma das dicas que separei para você. Primeira dica: Tome um chá A maioria dos chás possui substâncias que funcionam como sedativos suaves e podem ajudar no controle da ansiedade diária. As plantas mais conhecidas e estudadas com essa ação são a passiflora, a melissa a camomila e a valeriana. Segunda dica: Esteja com quem você ama Conviver com pessoas queridas da família, amigos e conhecimentos que se tenha afinidade faz toda diferença na qualidade de vida. A companhia de quem amamos é especial para nosso emocional. Quem está bem vive mais relaxado e menos ansioso. Terceira dica para controlar a ansiedade: Pratique atividades físicas A forma mais comum de controlar a ansiedade é a prática de exercícios. Praticar atividades físicas ajuda a lidar com estados de ansiedade porque eleva a produção de serotonina, substância que aumenta a sensação de prazer. Essa alternativa costuma funcionar dependendo da disposição da pessoa, uma vez que nem todo mundo gosta de praticar exercícios. Quarta dica: Confie mais em si mesmo Você é (ou deveria ser), sem dúvida alguma, a sua melhora companhia. Não há ninguém que estará ao lado mais tempo que você mesmo, por isso, invista nessa bela "parceria" com você mesmo. Seja fiel a você. Confie mais e isso lhe dará forças para lidar com a ansiedade do dia a dia. Quinta dica: Procure ajuda profissional Algumas dessas dicas são opcionais, você pode ou não segui-las conforme a necessidade. Mas esta não, procurar ajuda é uma obrigação para quem passa por algum transtorno de ansiedade, por mais leve que pareça ser. Procurando ajuda, você não vai demonstrar fraqueza, muito pelo contrário, as pessoas fortes são aqueles que reconhecem suas deficiências e vão em busca de quem pode ajudá-las a melhorar.
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2019.08.07 13:10 Neither_Psychology Fobia Social e Depressão

Bom dia a todos,
Como não encontrei outros subs mais específicos pra isso, como psiquiatria, fobia social, etc, resolvi postar aqui mesmo. Desculpa se o post for inadequado.
Vi que alguns user já postaram aqui sobre Fobia Social e depressão, então resolvi dar meus 2 centavos a respeito de como estou tratando minha doença e falar sobre o que, na minha opinião, funciona e não funciona. Tento, através deste post, dar esperança a pessoas que também passam pela mesma situação e não estão recebendo tratamento adequado. Quero deixar claro que quando digo Fobia Social e depressão, estou me referindo a um quadro generalizado e persistente, de natureza grave, que caracteriza uma doença com componentes biológicos e, muitas vezes, genéticos. Casos mais leves ou específicos (ex: apenas medo de dar palestras, depressão após demissão) podem ser resolvidos apenas com terapia e tempo. Vou começar contando minha história.
Desde criança eu apresentava alguns sintomas ansiosos e depressivos (possuindo inclusive outros casos similares na família), porém conseguia funcionar de maneira relativamente normal. As coisas começaram a piorar gradativamente ao atingir a puberdade. Até os 14 anos já apresentava bastante dificuldade com ansiedade, sintomas depressivos e de TOC porém ainda conseguia fazer amigos e ir para a escola. Aos 15 as coisas atingiram um nível em que larguei de assistir as aulas, faltando várias vezes, e culminando em repetir o primeiro ano do ensino médio. No próximo ano, já com os amigos em outra série, me tornei socialmente recluso na sala de aula. A ansiedade e falta de motivação só pioraram com o passar do tempo, repeti mais uma vez, dessa vez o segundo ano. Com muita dificuldade, consegui me formar em 2014, nesse meio tempo já tinha buscado ajuda profissional de psiquiatras e psicólogos, sem obter grandes sucessos.
Em relação a terapia, devo confessar que não me serviu de nada. Foram alguns anos com acompanhamento em que tive 0 melhora no quadro, mesmo tendo consultas todas as semanas com dois psicólogos diferentes. A primeira medicação que tomei foi o ISRS Fluoxetina, obtendo alivio em certos sintomas de TOC, mas não passou disso. Já tendo abandonado 2 cursinhos pré vestibular e frustrado com os tratamentos, entrei em uma fase em que me revoltei, decidi que iria resolver meu problema sozinho sem remédios. Depois disso foram alguns anos pesquisando, ao ponto da obsessão, vários jeitos de me "curar", incluindo: Exercício (cheguei a treinar pesado, agachando 120 kg na academia), vitaminas, livros de auto ajuda, pensamento positivo, dieta, exames de sangue para detectar possíveis causas (painel hormonal e da tireoide, vitaminas, minerais, etc). Tive vários altos e baixos, e me senti melhor em algumas ocasiões, mas a ansiedade e a depressão continuavam presentes.
No começo desse ano resolvi voltar a estudar, e me inscrevi em outro pré vestibular. Me forcei a falar com as pessoas, acreditando que a exposição diminuiria a ansiedade. No começo achei que conseguiria continuar até o fim, porém a ansiedade ficava maior a cada semana de aula e ainda tinha muitos problemas com energia, me sentindo mentalmente cansando durante os dias. Após os dois primeiros meses, me sentindo "incurável", entrei em uma fase de depressão e parei de ir as aulas, foi então que percebi que precisaria de ajuda profissional novamente.
Comecei a tomar o ISRS Sertralina e marquei uma consulta com um psiquiatra que também fazia terapia. A Sertralina me deixou pior, foi então que troquei para o remédio Pristiq, que também só me piorou. As sessões de terapia davam certo conforto emocional mas a ansiedade e a falta de energia continuavam. Parei com o Pristiq e comecei a tomar Mirtazapina. Para minha surpresa, o novo remédio me deu algum alívio na ansiedade, porém, depois de algumas semanas, a desmotivação persistia. Foi então que comecei a estudar sobre a farmacologia das drogas psiquiátricas e o sobre os diferentes tratamentos para ansiedade e depressão.
Descobri que a classe mais prescrita pelos médicos, os Inibidores Seletivos de Receptação de Serotonina, tem uma baixa taxa de eficácia, funcionando de primeira para cerca de 25% dos pacientes. Descobri que o remédio que estava tomando, Mirtazapina, tem uma baixa afinidade como Inibidor da Recaptação de Serotonina (IRS), também não tendo efeito sobre a dopamina e a noradrenalina, sendo assim, pouco eficaz para depressão como monoterapia, funcionando mais como um ansiolítico devido a seu efeito sedativo. Descobri que existem remédios menos usados que tendem a ser mais eficazes, como o Tricíclico de dupla ação Clomipramina. Descobri também que uma classe antiga de antidepressivos, os IMAOs, são os remédios com maior eficácia comprovada para depressão e ansiedade, sendo que um estudo (1) mostra que, pasmem, após 1 ano de tratamento, 62% dos pacientes utilizando o IMAO Parnate obtiverem uma marcante melhora no quadro de ansiedade social e 17% uma resposta moderada, somando uma taxa de 79% de resposta. Tendo em vista que as doses usadas foram de 40-60mg, e alguns poucos pacientes talvez responderiam melhor a uma dose maior que a máxima, podemos teorizar que talvez a eficacia seja maior ainda. Para depressão resistente a tratamento, IMAOs tendem a funcionar quando a eletroconvulsivoterapia (ECT) falha.
Após muito estudar e refletir, aceitei que minha Fobia Social e depressão são de origem biológica, que sempre teria que conviver com isso e que não conseguiria superar apenas com terapia e força de vontade. Decidi que se for para viver assim, e tendo em vista que os outros tratamentos falharam, iria atrás da melhor medicação conhecida para a doença disponível, foi ai que decidi tomar Parnate (Tranilcipromina), um dos únicos IMAO disponíveis no Brasil.
Sobre a melhor eficácia dos IMAO sobre os outros antidepressivos, explico: Os IMAO são os únicos ADs que aumentam os 3 importantes neurotransmissores, serotonina, dopamina e noradrenalina, ao mesmo tempo. Eles funcionam através da inibição da enzima monoamina, responsável por oxidar esses neurotransmissores, aumentando, então, o nível dos mesmos. Apesar de serem muito eficazes, os IMAO caíram em desuso por serem considerados perigosos. Ao utiliza-los, é preciso evitar comidas que possuam Tiramina,para impedir uma crise hipertensiva, e medicações que agem como Seletores de Recaptação de Serotonina, podendo causar a Síndrome da Serotonina, porém, esses efeitos colaterais são em sua grande maioria exagerados, tanto pela comunidade médica, como pelas farmacêuticas. O psiquiatra clinico australiano, mundialmente renomado e aclamado por Stephen Stahl como o maior especialista em Síndrome da Serotonina e especialista em IMAOs, Dr. Ken Gillman, possuí um site em que desmente mitos comuns sobre os IMAOs e explica em que casos devem ser usados.
Ao ser negado a prescrição de Parnate pelo meu psiquiatra, com alegações sobre serem "perigosos", resolvi fazer as coisas por contra própria. Tenho parentes médicos na família, portanto não foi difícil conseguir a receita. Ao longo de semanas, fui cuidadosamente aumentando a dose conforme o recomendado pelo Dr. Gillman em seu artigo "Parnate Starting and Adjusting Dose". Estou 1 mês e meio tomando a medicação, a primeira coisa que notei foram os pensamentos negativos desaparecerem após a segunda/terceira semana. A ansiedade está claramente diminuindo a cada dia que se passa, já sinto bem menos ansiedade para andar na rua, me socializar e para ir ao cursinho e estou sentindo um aumento de confiança. Pela primeira vez na minha vida consegui dançar em uma festa com meus amigos, antes, mesmo estando embriagado, tinha um medo mortal. A falta de motivação e energia ainda não estão perfeitas porém estão melhorando.
A dieta, ao contrário dos manuais oficias desatualizados, é ridícula de ser seguida. Quase nenhuma mudança precisa ser feita pela maioria das pessoas, devendo ser evitados os alimentos envelhecidos, não pasteurizados ou de refrigeração e higiene duvidosa. Os mais comuns que correspondem a isso são queijos envelhecidos como parmesão, molho shoyu/soja, e bebidas como Chopp e alguns tipos de vinho. Cerveja engarrafada; queijos industrializados como mussarela, queijo prato, queijo ralado de supermercado; bacon e presunto industrializado; leite e derivados; chocolate; todos são liberados para consumo. Em caso de crise hipertensiva por ingestão acidental, a maioria da vezes não é grave e não requer hospitalização ou medicalização, durando apenas algumas horas. As interações de medicações também são simples, tudo está liberado (com pequenas exceções) menos drogas que ajam como Inibidores de Recaptação de Serotonina (ex: anestésico tramadol, outros ISRS, alguns Tricíclicos). Sobre efeitos colaterais, os IMAOS (principalmente Parnate) tendem a possuir menos efeitos colaterais a longo prazo dos que os outros ADs. Os mais notáveis são hipotensão postural, um indicador de dose terapêutica, e insonia, ambos tendem a desaparecer depois de alguns meses. Efeitos sexuais não são tão comuns e também tendem a desaparecer caso ocorram.
Não venho aqui dizer que todos com esse problema devem tomar Parnate. Só quero mostrar que existem opções que muitas vezes não são nem discutidas com os pacientes. O grande problema é que a maioria dos psiquiatras hoje receitam vários ISRS (fluoxetina, sertralina...) durante anos, na esperança de obter uma resposta, deixando de oferecer outras opções muito mais eficazes. Isso contribui com a dessatisfação dos pacientes, que tendem enxergar os remédios com desdem depois de várias tentativas falhas. Não existe nenhum manual ou guia médico que recomende a tão comum prática de receitar vários IRS seguidos. Isso trata-se de pura incompetência da psiquiatria moderna. Os IMAOs não devem ser descartados. Outro fator importante que é ignorado é que o psiquiatra não deve aceitar outro resultado que não a completa remissão dos sintomas do paciente, são muito comum os casos em que há um grau melhora inicial e a droga e dose são mantidas as mesmas, mas o paciente ainda se sente sintomático. Não aceite menos do que 70% de melhora no nível de ansiedade ou remissão da depressão, caso contrário, o tratamento ainda deixa a desejar. Cabe também dizer que muitos que tem Fobia Social cronica possuem depressão. Os dois maiores sintomas de depressão endógena, ou biológica, são anergia e anedonia. Um tratamento eficaz, nesse caso, deve também visar reduzir estes sintomas. Quero ressaltar também que a terapia não deixa de ser importante para alguns casos, porém, quando a ansiedade/depressão são endógenas e cronicas, de carácter grave, é fundamental o tratamento com medicamento.
Vou deixar alguns links que recomendo do site do Dr. Gillman:
https://psychotropical.com/parnate-starting-and-adjusting-dose/
https://psychotropical.com/ken-gillman-ad-algorithm/
https://psychotropical.com/why-most-new-antidepressants-are-ineffective/
https://psychotropical.com/depression-what-is-it-why-drug-treatment/
https://psychotropical.com/tcp-new-review/ *Menciona Ansiedade Social

(1) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3209719 *Estudo sobre Parnate e Ansiedade Social
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